The Legend of Zelda celebra 40 anos com Direct repleta de anúncios
Nintendo comemora quatro décadas de The Legend of Zelda com novidades para jogos, hardware, produtos comemorativos, concertos e o futuro da franquia.
Quarenta anos depois de sua estreia, The Legend of Zelda continua sendo uma das franquias mais importantes da Nintendo.
Nesta terça-feira, a companhia realizou uma apresentação especial dedicada ao aniversário da série e reuniu uma série de anúncios que celebram seu passado enquanto também apontam para os próximos passos da franquia.
O primeiro The Legend of Zelda foi lançado originalmente em 1986 e deu início a uma série que atravessaria diferentes gerações de consoles, estilos visuais e maneiras de explorar Hyrule.
Ao longo dessas quatro décadas, Zelda não apenas acompanhou a evolução dos videogames, como também participou diretamente de algumas das transformações mais importantes do gênero de ação e aventura.

Ocarina of Time retorna para uma nova geração
Um dos principais destaques da apresentação foi o remake de The Legend of Zelda: Ocarina of Time.
Eiji Aonuma apresentou uma demonstração detalhada do jogo, mostrando algumas das principais mudanças realizadas na reconstrução do clássico lançado originalmente para Nintendo 64 em 1998.
O remake contará com uma direção visual completamente renovada, mantendo características estilizadas do original enquanto apresenta cenários, iluminação, vegetação e personagens reconstruídos para o Nintendo Switch 2.
A jogabilidade também passa por diferentes modernizações.
Entre as mudanças apresentadas estão controles reformulados, movimentação livre da câmera, novas opções de navegação, alterações na interface e adaptações de sistemas originalmente desenvolvidos em torno das características e limitações do Nintendo 64.
Também foi apresentada uma nova maneira de interagir com a Ocarina, aproveitando recursos do Nintendo Switch 2.

Preparamos uma matéria separada detalhando as principais mudanças apresentadas por Eiji Aonuma e tudo o que foi mostrado do remake.
Leia nossa matéria completa sobre The Legend of Zelda: Ocarina of Time
Nintendo Switch 2 também entra na comemoração
A celebração não ficou restrita aos jogos.
A Nintendo também apresentou uma edição especial do Nintendo Switch 2 inspirada nos 40 anos de The Legend of Zelda.
O console utiliza diferentes elementos visuais relacionados à franquia, incluindo referências à Triforce e detalhes espalhados pelo hardware que reforçam a identidade da edição comemorativa.

A comemoração também se estende aos acessórios do console, com versões especiais do Pro Controller 2 e do estojo de transporte.

Também foi apresentado um suporte temático para o Pro Controller 2, ampliando a linha de acessórios dedicada ao aniversário.

Para colecionadores e fãs da franquia, a edição especial representa mais uma peça dentro da longa história de consoles e acessórios personalizados de Zelda lançados pela Nintendo ao longo dos anos.
Novos amiibo também fazem parte da celebração
Os amiibo também ganharão novidades relacionadas ao aniversário.
Novas figuras inspiradas em personagens da franquia foram apresentadas, incluindo versões de Link e Zelda relacionadas à nova fase das comemorações.
Além de funcionarem como itens colecionáveis, os amiibo terão integração com jogos compatíveis.

Em Ocarina of Time, o uso dessas figuras também permitirá desbloquear novos itens cosméticos.

A Nintendo também apresentou um novo amiibo relacionado a The Legend of Zelda: Tears of the Kingdom, ampliando a coleção baseada no título.

A presença dos amiibo reforça uma estratégia que a Nintendo utiliza há anos com Zelda: conectar jogos, produtos físicos e elementos colecionáveis dentro de uma mesma experiência.
A Ocarina sai das telas
Uma das novidades mais curiosas envolve justamente o instrumento que se tornou um dos maiores símbolos da franquia.
A Nintendo apresentou produtos físicos inspirados na Ocarina, aproximando ainda mais um dos elementos mais marcantes da série do mundo real.
Entre eles está uma versão funcional do instrumento e uma opção eletrônica capaz de reproduzir notas e melodias.

A escolha não poderia ser mais adequada.
Desde Ocarina of Time, lançado em 1998, o instrumento passou a ocupar um espaço especial dentro da identidade de Zelda.
As músicas deixaram de funcionar apenas como parte da trilha sonora e passaram a ser utilizadas diretamente como mecânicas de gameplay, capazes de alterar o tempo, abrir caminhos, transportar Link entre diferentes locais e modificar o próprio mundo ao seu redor.
Trazer a Ocarina para fora das telas é, portanto, uma maneira bastante simbólica de celebrar um dos elementos mais reconhecíveis da história da franquia.
Zelda Notes também será expandido
O Zelda Notes também receberá novos recursos relacionados às comemorações.
O serviço funciona como uma extensão da experiência dos jogos através de dispositivos móveis, oferecendo informações e funcionalidades adicionais para complementar a aventura.
Com a chegada de Ocarina of Time, novas funções serão adicionadas para acompanhar a jornada de Link.
Entre elas estão ferramentas relacionadas ao progresso do jogador, informações sobre o mundo e recursos ligados diretamente à Ocarina.

A expansão mostra como a Nintendo pretende utilizar recursos externos ao próprio console para complementar a experiência tradicional da franquia sem substituir aquilo que acontece dentro do jogo.
A música de Zelda vai ganhar os palcos
A música sempre foi uma parte fundamental da identidade de The Legend of Zelda.
E as comemorações de 40 anos também chegarão aos palcos.
A Nintendo anunciou uma série de concertos dedicados à franquia, reunindo composições de diferentes períodos de sua história.

Poucas franquias de videogame possuem uma identidade musical tão reconhecível quanto Zelda.
Das primeiras melodias compostas para o NES às músicas de Ocarina of Time, The Wind Waker, Twilight Princess, Skyward Sword, Breath of the Wild e Tears of the Kingdom, a música se tornou parte da própria linguagem da série.
Em determinados jogos, ela deixou de funcionar apenas como acompanhamento para também assumir um papel direto na interação entre jogador e mundo.
Celebrar Zelda através de uma apresentação musical, portanto, significa também celebrar uma parte fundamental de sua identidade.
O Nintendo Museum também receberá ações especiais
O Nintendo Museum, localizado em Kyoto, também fará parte das comemorações.
O espaço receberá diferentes atividades e elementos relacionados ao aniversário da franquia, levando a celebração para além das telas.
Visitantes poderão encontrar conteúdos especiais de Zelda dentro do museu durante o período comemorativo.

A participação do museu é particularmente simbólica.
Zelda ocupa uma posição importante não apenas dentro da história da Nintendo, mas também dentro da evolução dos próprios consoles desenvolvidos pela empresa.
Cada geração apresentou diferentes interpretações de Hyrule, frequentemente adaptadas às características, possibilidades e limitações oferecidas pelo hardware daquele período.
Colocar a franquia dentro de um espaço dedicado à história da Nintendo reforça justamente essa ligação entre Zelda e a evolução tecnológica da companhia.
LEGO, Hasbro, Master Sword e outros produtos comemorativos
As comemorações também envolvem diferentes parceiros da Nintendo.
Entre os produtos apresentados estão novos conjuntos LEGO inspirados no universo de Zelda e itens colecionáveis baseados em alguns dos objetos mais conhecidos da franquia.

A Hasbro também participa das comemorações com uma nova linha de brinquedos oficiais desenvolvidos em colaboração com a Nintendo.

Entre os itens apresentados estão produtos inspirados em dois dos símbolos mais reconhecíveis da franquia: a Master Sword e o Escudo Hylian.

A variedade de produtos mostra o tamanho que Zelda alcançou fora dos próprios videogames.
Aquilo que começou como uma aventura desenvolvida para o Famicom Disk System em 1986 hoje ocupa espaço em brinquedos, colecionáveis, concertos, parques, exposições e diferentes formas de entretenimento.
A franquia deixou de existir apenas como uma série de jogos e passou a ocupar um espaço muito maior dentro da própria cultura da Nintendo.
O filme de The Legend of Zelda também avança
A apresentação também trouxe novidades relacionadas à adaptação cinematográfica da franquia.
O filme live-action de The Legend of Zelda faz parte da expansão da Nintendo para outras formas de entretenimento e representa uma das maiores iniciativas da companhia envolvendo a série fora dos videogames.

Depois do sucesso da Nintendo com adaptações de outras propriedades, levar Zelda para os cinemas representa um desafio particularmente interessante.
Ao contrário de franquias com protagonistas fortemente definidos por diálogos e personalidade, Link foi construído historicamente para funcionar como uma ligação entre o jogador e o mundo.
Grande parte da identidade do personagem nasce justamente das ações realizadas por quem está jogando.
Transformar essa característica em uma narrativa cinematográfica exigirá uma interpretação diferente de Link e da própria maneira como as histórias de Zelda são normalmente apresentadas.
É uma adaptação que terá de transformar uma experiência construída durante décadas em torno da exploração e interação em uma narrativa pensada para o cinema.
Quatro décadas atravessando gerações
Em quatro décadas, The Legend of Zelda atravessou praticamente toda a história moderna da Nintendo.
Mais interessante do que simplesmente observar a quantidade de jogos lançados durante esse período é perceber quantas vezes a franquia acompanhou — ou ajudou a provocar — mudanças na própria maneira como videogames são construídos.
O primeiro The Legend of Zelda já apresentava uma estrutura de exploração que incentivava o jogador a descobrir o mundo por conta própria.
Anos depois, Ocarina of Time ajudaria a estabelecer diferentes convenções para jogos de ação e aventura tridimensionais.
The Wind Waker utilizaria uma direção artística radicalmente diferente para construir sua própria identidade.
Breath of the Wild reconsideraria boa parte das regras da própria franquia ao apresentar uma estrutura baseada em exploração livre, física e sistemas capazes de interagir entre si.
E Tears of the Kingdom ampliaria essa filosofia ao transformar construção, criatividade e experimentação em alguns dos pilares centrais da aventura.

As comemorações também chegam ao material histórico da Nintendo, com um segundo volume de livro relacionado ao Nintendo Museum.

Existe uma característica recorrente em Zelda: a franquia dificilmente permanece completamente parada.
Cada nova geração oferece à Nintendo a oportunidade de reconsiderar como o jogador explora, interage e compreende Hyrule.
Às vezes, essa mudança acontece através do hardware. Em outras, por meio da direção artística, das mecânicas ou da própria estrutura utilizada para construir o mundo.
Por isso, a celebração de 40 anos funciona ao mesmo tempo como uma retrospectiva e como uma demonstração de futuro.
O retorno de Ocarina of Time, os novos produtos, os concertos, o filme e as diferentes iniciativas apresentadas pela Nintendo conectam gerações de jogadores que conheceram Zelda em momentos completamente diferentes.
Alguns começaram sua jornada controlando um pequeno Link em uma tela de NES.
Outros descobriram Hyrule pela primeira vez através de Ocarina of Time.
Uma geração conheceu a série através de The Wind Waker, Twilight Princess ou Skyward Sword.
E jogadores mais recentes chegaram através de Breath of the Wild e Tears of the Kingdom.
Quarenta anos depois, todas essas diferentes interpretações de Hyrule se encontram dentro de uma mesma celebração.
E talvez seja justamente essa capacidade de se transformar sem abandonar completamente sua identidade que explique por que Zelda continua relevante depois de quatro décadas.
Quarenta anos depois de ouvirmos pela primeira vez que era perigoso seguir sozinho, a aventura continua.

